Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano – 26 a 30 de JUNHO 2017

Terá início na próxima segunda-feira, dia 26, na Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina, a Caravana Agroecológica do Semiárido Baiano: nos Caminhos das Águas do São Francisco. A caravana, que é composta por representantes de 26 entidades, dentre elas a AGENDHA, e articulada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e o Ministério Público da Bahia (MPBA), percorrerá 14 territórios nordestinos em defesa da Bacia do Rio São Francisco e das pequenas e tradicionais populações que vivem no seu entorno.

Com o objetivo de lançar um olhar sobre os sistemas agroalimentares e impactos de diferentes forças que disputam o modelo de desenvolvimento em territórios que compõem a bacia do Rio São Francisco no Semiárido baiano. E afirmar e dar visibilidade aos anúncios, denúncias, conflitos, experiências de resistência e de autonomia, de organização que caracterizam os locais por onde as rotas passam e culminam.

A caravana, entre os dias 27 e 30 de junho, segue viagem percorrendo duas rotas, tendo como ponto de partida e de chegada a cidade de Juazeiro. A rota 1 seguirá ao longo do Rio Salitre, afluente do São Francisco, passando pelos municípios de Rio Formoso e Jacobina. A rota 2 percorrerá em torno do Lago de Sobradinho, pelos municípios de Sobradinho, Casa Nova e Remanso. Em ambos os percursos serão visitadas comunidades tradicionais (camponeses, quilombolas, fundo de pasto), associações de pescadores, serviços de saneamento (estação de tratamento de esgotos, aterro sanitário) e processos produtivos (mineração, eólicas, agronegócio) e outros.

Fonte: http://www.cpqam.fiocruz.br/?option=com_k2&view=item&layout=item&id=2581&Itemid=8

Cartilha Fogão Geoagroecológico

A AGENDHA compreende a importância milenar do uso da lenha como biocombustível renovável, para preparação de alimentos, na maioria dos casos em fogões rústicos, pouco eficientes e que liberam muita fumaça e resíduos. Globalmente é a fonte de energia mais utilizada para esse fim, por comunidades e povos mais pobres e excluídas, de todas as civilizações. É muito grande o consumo total anual de energia para preparar alimentos nas residências do nordeste brasileiro. Equivale a queimar 3.370.000 Toneladas Equivalentes de Petróleo (TEP), medida internacionalmente utilizada para calcular os Balanços Energéticos Nacionais, comparando-se as diferentes fontes de energia.

A cartilha sobre Porque e Como Construir Fogões Geoagroecológicos, visa disseminar a importância e a forma de sua construção, utilização e manutenção. Que, associado ao manejo apropriado da lenha e a utilização de outros biocombustíveis vegetais do ambiente peridomiciliar, contribuem para a Convivência Sustentável com o Semiárido.

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MAIS ÁGUA

Projeto Mais Água – Construção de Cisterna para Armazenamento de Água no Semiárido – Segunda Água

Contratos Nº 048/2014 e 049/2014 – Governo do Estado da Bahia/SDR/AGENDHA | Convênio MDS/SDR Nº 027/2013 – SESAN/SICONV Nº 796840/2013

O Projeto Mais Água tem como objetivo contribuir para a consolidação da segurança e da autonomia hídrica, alimentar e nutricional das famílias agricultoras e dos seus criatórios, através da construção e do desenvolvimento de estruturas hídricas diversificadas para captação, armazenamento e utilização sustentável da água pluvial; da realização de atividades de sensibilização e capacitação das famílias e do desenvolvimento de tecnologias sociais e práticas produtivas complementares, resultando em ações concretas para a vida sustentável no campo.

O projeto realiza formação e acompanhamento técnico para implantação das Tecnologias Sociais de Acesso a Água: Cisterna de Produção Calçadão (52 mil litros) e Barreiro Trincheira Familiar, para captar e reservar água de chuva para atender a demanda de água de uma família para a produção de alimentos e dessedentação animal, prioritariamente nas condições estabelecidas no Projeto de Referência instituído por meio da Instrução Operacional MDS nº 02/2013 e nº 04/2013.

Desenvolvimento de Quintais Produtivos e Serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) destinados a estruturação produtiva e articulação de políticas públicas para promoção da sustentabilidade das Unidades Produtivas Familiares (UPF).

Nos QUIPAS – Quintais Produtivos Agroecológicos são cultivadas fruteiras, hortas poupadoras de água com verduras e legumes, plantas medicinais, aromáticas e ornamentais. No entorno dos Barreiros Trincheiras são cultivadas forrageiras.

O primeiro Projeto Mais Água desenvolvido pela AGENDHA (concluído em maio de 2016) com apoio do Governo do Estado da Bahia, construiu 822 Tecnologias Sociais, sendo: 142 em Glória, 168 em Paulo Afonso, 102 em Rodelas, 211 em Jeremoabo e 199 em Santa Brígida.

O segundo Projeto, que ainda está em desenvolvimento, prevê:

  • Atuação 58 comunidades nos municípios Chorrochó, Glória, Paulo Afonso (Território de Itaparica), Jeremoabo e Santa Brígida (Território Semiárido Nordeste II).
  • Inclusão de 442 famílias agricultoras, numa média de 1.768 pessoas beneficiárias das ações do projeto.
  • Construção de 170 Barreiros Trincheiras Familiares (capacidade individual mínima/anual de 500.000 litros), somando no mínimo 85.000.000 de litros, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica produtiva equivalente a 62,5 carros pipas/ano.
  • Construção de 272 Cisternas de Produção tipo Calçadão (capacidade individual mínima/anual de 52.000 litros), somando no mínimo 14.144.000 de litros, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica produtiva equivalente a 6,5 carros pipas/ano.
  • Realização de 34 capacitações e 23 intercâmbios de experiências com as temáticas: Tipos e finalidades das tecnologias hídricas e complementares de convivência com o Semiárido; Uso eficiente da água da chuva para consumo humano, produção de alimentos e criação de animais; Cuidados com a água de consumo e de produção; Tecnologias associadas (canteiro Cama Baixa e Berço Fundo de Pote), práticas de produção e criatórios agroecológicos; Incentivo e valorização dos produtos da Biodiversidade; Sementes crioulas e banco de sementes; Cobertura vegetal e seca; Cuidados com o solo; Horticultura e cultivo de plantas e árvores nativas (frutíferas, condimentares, aromáticas, medicinais, ornamentais e forrageiras); Formas de irrigação ecológicas e econômicas (gotejamento e micro aspersor); Comercialização da produção excedente (acesso aos mercados local, diferenciado e institucional).

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Mais Água no Âmbito do Plano Brasil Sem Miséria: Tecnologia Para Produção de Alimentos – Segunda Água

Convênio n° 248/2012 | SEDES/MDS (2012 – 2016)

O Projeto Mais Água teve por objetivo principal contribuir com a convivência sustentável com o Semiárido através da implantação de estruturas hídricas de captação, armazenamento e utilização de águas pluviais para a produção de alimentos; para a consolidação da segurança e da autonomia hídrica, alimentar e nutricional de famílias agricultoras dos municípios de Glória, Jeremoabo, Paulo Afonso, Rodelas e Santa Brígida (Arranjo 01); que com atividades e ações educativas participativas, provocasse agricultores e agricultoras a observarem os ciclos e as relações de coexistência nas Caatingas, contribuindo assim com a transmutação da ideia de infertilidade do Semiárido; e para iniciativas socioprodutivas que geram renda através da comercialização dos excedentes da produção nos mercados institucionais, diferenciados e privados, oportunizando a geração de renda e superação da pobreza.

Este projeto foi concluído em maio de 2016, e com apoio do Governo do Estado da Bahia, construiu 822 Tecnologias Sociais, sendo: 142 em Glória, 168 em Paulo Afonso, 102 em Rodelas, 211 em Jeremoabo e 199 em Santa Brígida.

Algumas considerações sobre o Projeto Mais Água:

  • Atuação 108 comunidades nos municípios Glória, Paulo Afonso e Rodelas (Território de Itaparica), Jeremoabo e Santa Brígida (Território Semiárido Nordeste II).
  • Inclusão de 1.043 famílias agricultoras, numa média de 4.172 pessoas beneficiárias das ações do projeto.
  • Implementação de 330 Barreiros Trincheira Familiares, com capacidade individual mínima/anual de 600.000 litros, somando no mínimo 198 milhões de litros, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica produtiva equivalente a 75 carros pipas/ano. Esta meta beneficia 61 comunidades.
  • Implementação de 24 Barreiros Trincheira Comunitários, com capacidade individual mínima/anual de 1.600.000 litros, que atenderão a um total aproximado de 240 famílias e somam mais de 38,4 milhões de litros armazenados, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica produtiva de pelo menos 20 carros pipas/ano. Esta meta beneficia 24 comunidades.
  • Limpeza em 54 Aguadas Comunitárias, com aumento da capacidade individual mínima/anual em 300.000 litros, atendendo a aproximadamente 270 famílias e somando mais de 16,2 milhões de litros armazenados, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica de pelo menos 7,5 carros pipas/ano. Esta meta beneficia 36 comunidades.
  • Construção de 305 Cisternas de Produção, com capacidade individual mínima/anual de 50.000 litros, somando no mínimo 15.250.000 de litros, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica produtiva equivalente a 6,25 carros pipas, ou 4.166 litros/mês. Esta meta beneficia 68 comunidades.
  • Implementação de 4 Tanques de Pedras, com capacidade individual mínima/anual de 500.000 litros, que atenderão a mais de 10 famílias cada um e somam mais de 2 milhões de litros armazenados, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica de pelo menos 12,5 carros pipas/ano. Esta meta beneficia 4 comunidades.
  • Implementação de 5 Barragens Subterrâneas, com capacidade individual mínima/anual de 10.000.000 litros. Atendendo-se mais de 5 famílias e somando mais de 50 milhões de litros armazenados no solo, o que possibilita a cada família beneficiária uma autonomia hídrica de pelo menos 250 carros pipas/ano, ou mais de 20,83 CTPs/mês. Esta meta beneficia 5 comunidades.
  • Desenvolvimento de 405 Quintais Produtivos Agroecológicos associados às Cisternas de Produção e aos Barreiros Trincheiras Familiares, para cultivo de plantas alimentares, condimentares, aromáticas e medicinais para segurança alimentar das famílias beneficiárias, além de forragens vivas para os criatórios. Esta meta beneficia 35 comunidades.
  • Realização de 54 capacitações práticas e 4 intercâmbios de experiências com as temáticas: Tipos e finalidades das tecnologias hídricas e complementares de convivência com o Semiárido; Uso eficiente da água da chuva para consumo humano, produção de alimentos e criação de animais; Cuidados com a água de consumo e de produção; Tecnologias associadas (canteiros Cama Baixa e Berço Fundo de Pote), práticas de produção e criatórios agroecológicos; Incentivo e valorização dos produtos da Biodiversidade; Sementes crioulas e banco de sementes; Cobertura vegetal e seca; Cuidados com o solo; Horticultura e cultivo de plantas e árvores nativas (frutíferas, condimentares, aromáticas, medicinais, ornamentais e forrageiras); Formas de irrigação ecológicas e econômicas (gotejamento e micro aspersor); Comercialização da produção excedente (acesso aos mercados local, diferenciado e institucional).

O Projeto Mais Água no Âmbito do Plano Brasil Sem Miséria: Tecnologias para Produção de Alimentos – Segunda Água foi concluído com 822 Tecnologias Sociais implantadas. Importante ressaltar que o projeto inicial previa a construção de 762 estruturas, mas pela eficiência, potencialização e bom uso dos recursos públicos aliados à capacidade técnica, foi possível construir mais 66 estruturas hídricas (Barreiros Trincheira Familiares).

Agentes da Cidadania das Águas e a Convivência com o Semiárido

REDEH/PRONAF/DATER/SAF/MDA (2004 – 2005)

Com a proposta de trabalhar as mazelas decorrentes dos períodos de estiagens e de secas prolongadas, o uso abusivo da água, do solo, dos agroquímicos e as relações sociais implicadas neste processo, as organizações não governamentais REDEH em parceria com a AGENDHA elaboraram um Projeto de Capacitação em Convivência com o Semiárido que foi realizado de julho de 2004 a julho de 2005. Os objetivos das ações propostas tiveram consonância com o Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) tais como o “de contribuir para fortalecer a agricultura familiar e promover o desenvolvimento sustentável do meio rural, priorizando propostas inovadoras inseridas em processos de organização mais amplos, com potencialidades para serem reproduzidos nos âmbitos regional e nacional” e desta forma contou com o seu apoio.

A ideia surgiu através da experiência da REDEH que lançou em 2002 o programa de formação de Agentes da Cidadania das Águas, focado no nordeste brasileiro, com a missão de potencializar o papel de lideranças locais na disseminação da boa utilização de recursos que administrem ou facilitem o acesso à água. Quando a comunidade passa a sentir-se, de fato, parte do processo, colabora para que dê certo, ampliando os benefícios.

Nesta parceria foram realizadas 37 oficinas que capacitaram 117 jovens agricultores de comunidades em Paulo Afonso/BA, Curaçá/BA e Delmiro Gouveia/AL em Agentes da Cidadania das Águas.