Cartilha Fogão Geoagroecológico

A AGENDHA compreende a importância milenar do uso da lenha como biocombustível renovável, para preparação de alimentos, na maioria dos casos em fogões rústicos, pouco eficientes e que liberam muita fumaça e resíduos. Globalmente é a fonte de energia mais utilizada para esse fim, por comunidades e povos mais pobres e excluídas, de todas as civilizações. É muito grande o consumo total anual de energia para preparar alimentos nas residências do nordeste brasileiro. Equivale a queimar 3.370.000 Toneladas Equivalentes de Petróleo (TEP), medida internacionalmente utilizada para calcular os Balanços Energéticos Nacionais, comparando-se as diferentes fontes de energia.

A cartilha sobre Porque e Como Construir Fogões Geoagroecológicos, visa disseminar a importância e a forma de sua construção, utilização e manutenção. Que, associado ao manejo apropriado da lenha e a utilização de outros biocombustíveis vegetais do ambiente peridomiciliar, contribuem para a Convivência Sustentável com o Semiárido.

Confira esta publicação aqui.

Produtos Sustentáveis da Sociobiodiversidade do Bioma Caatinga

Chamada de Projetos 06/2016 | Contrato Nº 129/2016

O projeto Produtos Sustentáveis da Sociobiodiversidade do Bioma Caatinga, terá a duração de 24 meses e tem como objetivo geral Assessorar e apoiar o fortalecimento de 7 Associações e 1 Cooperativa de Comunidades Tradicionais Quilombolas, Agroextrativistas e da Agricultura Familiar do Bioma Caatinga na Bacia do São Francisco, que desenvolvem atividades socioprodutivas e ecoeconômicas com Araçá, Caju, Jenipapo, Licuri, Mandacaru, Murici, Umbu e outras espécies, visando a conservação e a utilização socioambiental sustentável da sociobiodiversidade; a melhoria dos processos de gestão e governança de suas organizações socioprodutivas; a qualificação de suas cadeias produtivas; a ampliação e a consolidação do acesso aos mercados institucionais, diferenciados e privados; e a segurança e autonomia alimentar e nutricional das famílias participantes.

O seu desenvolvimento dar-se-á através de um conjunto de 6 metas, cujos respectivos resultados esperados, estão descritos a seguir:

  1. Construção coletiva e de forma corresponsabilizada do planejamento, do desenvolvimento, do monitoramento em processo e da avaliação das ações do projeto, com as 8 organizações socioprodutivas;
  2. Recuperação e/ou enriquecimento de áreas cercadas de quintais e roçados dos agroecossistemas familiares e/ou coletivos, das 8 organizações socioprodutivas, visando aumentar, a médio prazo e continuadamente, a oferta de matéria prima e de alimentos às famílias e seus criatórios;
  3. As 8 organizações socioprodutivas serão qualificadas para a gestão administrativa, financeira e econômica dos seus empreendimentos;
  4. Oferta, com qualidade e diversidade, de Produtos Sustentáveis da Sociobiodiversidade do Bioma Caatinga ao mercado institucional (PAA, PAA Compra Institucional, PNAE e PGPMBio), a mercados diferenciados e privados, pelas 8 organizações socioprodutivas;
  5. Criação de ambiente multiinstitucional da AGENDHA, organizações socioprodutivas e parceiros do Projeto, contendo estande de exposição e vendas (consumidores diretos); sala de informações, degustações e diálogos (chefes de cozinha, nutricionistas, merendeiras e outros); e escritório de atendimentos e negócios (gestores públicos e empresários), em 2 edições da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária – FEBAFES (2016 e 2017 ou 2017 e 2018); e
  6. Criação de catálogo digital para divulgação das organizações socioprodutivas e de seus produtos e serviços, através da utilização de ambientes virtuais (site e redes sociais da AGENDHA, das organizações socioprodutivas e de instituições parceiras) para comunicação com profissionais da área de gastronomia, alimentação e nutrição; hotelaria e turismo; design, ambientação e decoração; servidores das áreas de licitações e compras; gestores públicos; empresários e consumidor final.

Produtos Sustentáveis da Sociobiodiversidade do Bioma Caatinga

Chamada de Projetos 06/2016 | Contrato Nº 129/2016

O projeto Produtos Sustentáveis da Sociobiodiversidade do Bioma Caatinga, terá a duração de 24 meses e tem como objetivo geral Assessorar e apoiar o fortalecimento de 7 Associações e 1 Cooperativa de Comunidades Tradicionais Quilombolas, Agroextrativistas e da Agricultura Familiar do Bioma Caatinga na Bacia do São Francisco, que desenvolvem atividades socioprodutivas e ecoeconômicas com Araçá, Caju, Jenipapo, Licuri, Mandacaru, Murici, Umbu e outras espécies, visando a conservação e a utilização socioambiental sustentável da sociobiodiversidade; a melhoria dos processos de gestão e governança de suas organizações socioprodutivas; a qualificação de suas cadeias produtivas; a ampliação e a consolidação do acesso aos mercados institucionais, diferenciados e privados; e a segurança e autonomia alimentar e nutricional das famílias participantes.

O seu desenvolvimento dar-se-á através de um conjunto de 6 metas, cujos respectivos resultados esperados, estão descritos a seguir:

  1. Construção coletiva e de forma corresponsabilizada do planejamento, do desenvolvimento, do monitoramento em processo e da avaliação das ações do projeto, com as 8 organizações socioprodutivas;
  2. Recuperação e/ou enriquecimento de áreas cercadas de quintais e roçados dos agroecossistemas familiares e/ou coletivos, das 8 organizações socioprodutivas, visando aumentar, a médio prazo e continuadamente, a oferta de matéria prima e de alimentos às famílias e seus criatórios;
  3. As 8 organizações socioprodutivas serão qualificadas para a gestão administrativa, financeira e econômica dos seus empreendimentos;
  4. Oferta, com qualidade e diversidade, de Produtos Sustentáveis da Sociobiodiversidade do Bioma Caatinga ao mercado institucional (PAA, PAA Compra Institucional, PNAE e PGPMBio), a mercados diferenciados e privados, pelas 8 organizações socioprodutivas;
  5. Criação de ambiente multiinstitucional da AGENDHA, organizações socioprodutivas e parceiros do Projeto, contendo estande de exposição e vendas (consumidores diretos); sala de informações, degustações e diálogos (chefes de cozinha, nutricionistas, merendeiras e outros); e escritório de atendimentos e negócios (gestores públicos e empresários), em 2 edições da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária – FEBAFES (2016 e 2017 ou 2017 e 2018); e
  6. Criação de catálogo digital para divulgação das organizações socioprodutivas e de seus produtos e serviços, através da utilização de ambientes virtuais (site e redes sociais da AGENDHA, das organizações socioprodutivas e de instituições parceiras) para comunicação com profissionais da área de gastronomia, alimentação e nutrição; hotelaria e turismo; design, ambientação e decoração; servidores das áreas de licitações e compras; gestores públicos; empresários e consumidor final.

TFCA apoiará três novos projetos na Caatinga

Representantes de três projetos que serão apoiados por recursos do Tropical Forest Conservation Act (TFCA) participaram de encontros de capacitação no Funbio no final de 2016. Os projetos, que serão realizados na Caatinga, visam ao desenvolvimento de ações integradas para promoção e o suporte das cadeias de produtos e sociobiodiversidade na região da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. A AGENDHA está entre as instituições proponentes dos projetos.

As propostas e os objetivos vão da distribuição e comercialização de dutos feitos com matérias-primas ao extrativismo de frutos como o araçá, o caju, o jenipapo, o licuri (o coquinho do Sertão), passando pelo fortalecimento de comunidade de quilombolas, pescadores e “vazanteiros” (ou barranqueiros) – termo como são conhecidos os que habitam as ilhas e os barrancos de rios. Os projetos acontecerão em Minas Gerais, Alagoas, Pernambuco e na Bahia.

Firmando em 2010, o acordo entre os governos do Brasil e dos EUA já destinou cerca de USD 20,8 milhões a 82 projetos nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga. O Funbio é o gestor do TFCA no Brasil.

Foto: Flávio Rodrigues/Funbio

Fonte: ASCOM/FUNBIO

Prefeitura Municipal de Paulo Afonso/BA apoia Feira da Agricultura Familiar realizada pela ONG AGENDHA

A ONG AGENDHA realizou nos dias 21 e 22 de dezembro, na Praça das Mangueiras, a Feira Feminista da Agricultura Familiar do Território Itaparica – BA. O evento contou com o apoio logístico da Prefeitura.

As atividades aconteceram a partir da 14h, no cenário do Projeto Natal Social, realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Os visitantes puderam apreciar e comprar peças de artesanatos utilitários e decorativos, frutas e alimentos produzidos na região, além de ver de perto 25 mulheres fazendo artes, produzindo alimentos, bordando, pintando, e ainda ouvir música ao vivo.

Nos dois dias de realização da feira, pela manhã, no Espaço Cultural Raso da Catarina, foram ministradas oficinas sobre economia solidária, agricultura familiar e violência contra a mulher.

Fonte: ASCOM/PMPA

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ATER Sustentabilidade

Projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Promoção da Sustentabilidade das Unidades Produtivas Familiares do Estado da Bahia

Nº CP. BA. 0000025-15 | Chamada Pública ATER SDR/BAHIATER Nº 001/2015

O Projeto ATER Sustentabilidade tem a finalidade de assessorar famílias/agroecossitemas, distribuídas em 6 municípios do Território de Identidade Itaparica/BA: Abaré, Chorrochó, Glória, Macururé, Paulo Afonso e Rodelas.

Entre os agroecossistemas estão agricultores e agricultoras familiares, povos indígenas, comunidades de fundo de pasto, pescadores artesanais, quilombolas, agroextrativistas e assentados da Reforma Agrária.

Os esforços do projeto são para incentivar e fortalecer os cultivos e criatórios agroecológicos ou em transição para este jeito de plantar e criar sustentavelmente, com base em relações socioambientais e de gênero.

Pretende-se assegurar, ainda que processualmente, a segurança alimentar e com os excedentes, os mercados diferenciados, institucionais e privados. Para tanto, o trabalho se efetiva em atividades individuais e coletivas, com diagnósticos e planejamento da unidade produtiva, visitas e oficinas de campo, intercâmbio entre as famílias agricultoras, capacitações, produção de materiais, fortalecimento das Organizações Socioprodutivas, bem como apoio para acesso às demais políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar.

É fundamental ficar em evidência que significativa parte das famílias atendidas são, prioritariamente, aquelas que a AGENDHA já desenvolve alguns trabalhos, dentre eles, o Projeto Mais Água (tecnologias sociais de captação e armazenamento de água – convivência com o Semiárido), como atividades que se complementam e contribuem decisivamente para a sustentabilidade no campo.

MAIS ÁGUA

Projeto Mais Água – Construção de Cisterna para Armazenamento de Água no Semiárido – Segunda Água

Contratos Nº 048/2014 e 049/2014 – Governo do Estado da Bahia/SDR/AGENDHA | Convênio MDS/SDR Nº 027/2013 – SESAN/SICONV Nº 796840/2013

O Projeto Mais Água tem como objetivo contribuir para a consolidação da segurança e da autonomia hídrica, alimentar e nutricional das famílias agricultoras e dos seus criatórios, através da construção e do desenvolvimento de estruturas hídricas diversificadas para captação, armazenamento e utilização sustentável da água pluvial; da realização de atividades de sensibilização e capacitação das famílias e do desenvolvimento de tecnologias sociais e práticas produtivas complementares, resultando em ações concretas para a vida sustentável no campo.

O projeto realiza formação e acompanhamento técnico para implantação das Tecnologias Sociais de Acesso a Água: Cisterna de Produção Calçadão (52 mil litros) e Barreiro Trincheira Familiar, para captar e reservar água de chuva para atender a demanda de água de uma família para a produção de alimentos e dessedentação animal, prioritariamente nas condições estabelecidas no Projeto de Referência instituído por meio da Instrução Operacional MDS nº 02/2013 e nº 04/2013.

Desenvolvimento de Quintais Produtivos e Serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) destinados a estruturação produtiva e articulação de políticas públicas para promoção da sustentabilidade das Unidades Produtivas Familiares (UPF).

Nos QUIPAS – Quintais Produtivos Agroecológicos são cultivadas fruteiras, hortas poupadoras de água com verduras e legumes, plantas medicinais, aromáticas e ornamentais. No entorno dos Barreiros Trincheiras são cultivadas forrageiras.

O primeiro Projeto Mais Água desenvolvido pela AGENDHA (concluído em maio de 2016) com apoio do Governo do Estado da Bahia, construiu 822 Tecnologias Sociais, sendo: 142 em Glória, 168 em Paulo Afonso, 102 em Rodelas, 211 em Jeremoabo e 199 em Santa Brígida.

O segundo Projeto, que ainda está em desenvolvimento, prevê:

  • Atuação 58 comunidades nos municípios Chorrochó, Glória, Paulo Afonso (Território de Itaparica), Jeremoabo e Santa Brígida (Território Semiárido Nordeste II).
  • Inclusão de 442 famílias agricultoras, numa média de 1.768 pessoas beneficiárias das ações do projeto.
  • Construção de 170 Barreiros Trincheiras Familiares (capacidade individual mínima/anual de 500.000 litros), somando no mínimo 85.000.000 de litros, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica produtiva equivalente a 62,5 carros pipas/ano.
  • Construção de 272 Cisternas de Produção tipo Calçadão (capacidade individual mínima/anual de 52.000 litros), somando no mínimo 14.144.000 de litros, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica produtiva equivalente a 6,5 carros pipas/ano.
  • Realização de 34 capacitações e 23 intercâmbios de experiências com as temáticas: Tipos e finalidades das tecnologias hídricas e complementares de convivência com o Semiárido; Uso eficiente da água da chuva para consumo humano, produção de alimentos e criação de animais; Cuidados com a água de consumo e de produção; Tecnologias associadas (canteiro Cama Baixa e Berço Fundo de Pote), práticas de produção e criatórios agroecológicos; Incentivo e valorização dos produtos da Biodiversidade; Sementes crioulas e banco de sementes; Cobertura vegetal e seca; Cuidados com o solo; Horticultura e cultivo de plantas e árvores nativas (frutíferas, condimentares, aromáticas, medicinais, ornamentais e forrageiras); Formas de irrigação ecológicas e econômicas (gotejamento e micro aspersor); Comercialização da produção excedente (acesso aos mercados local, diferenciado e institucional).

Quer saber mais? Clica no vídeo!

Fogões Geoagroecológicos

Projeto Fogões Geoagroecológicos: -Lenha  -CO2  +H2O  +O  +Vida

Nº do projeto: AC FSA CAIXA Nº 0074.066/2012.caatinga

O Fogão Geoagroecológico é uma tecnologia social desenvolvida para melhorar a saúde das mulheres, de suas famílias e do meio ambiente, pois reduz a produção e retira toda fumaça e fuligem das cozinhas. São construídos apenas com pedras e argila, areia e água para a produção dos tijolos compactos. Na preparação de alimentos utiliza apenas resíduos vegetais e restos dos cultivos agrícolas e florestais, para evitar desmatamentos e recuperar áreas degradadas. A utilização destes fogões é associada ao manejo Socioambiental Sustentável da Biomassa Vegetal Peridomiciliar e da Sociobiodiversidade.

Tem por objetivo beneficiar pelo menos famílias mais vulneráveis de Comunidades de PCTAFs de 12 municípios da Mesorregião de Xingó.

Outras informações sobre os Fogões Geoagroecológicos:

  • 40% da população mundial cozinha com lenha, a grande maioria em fogões muito rústicos;
  • Na área de estudo e atuação da AGENDHA, em geral as mulheres, além das suas múltiplas atividades familiares e comunitárias, ainda têm que andar entre e10 km para coletar e/ou cortar e carregar de 20 a 30 kg de lenha, pelo menos 2 vezes por semana, gastando nesta penosa atividade aproximadamente 3 horas a cada vez;
  • O Fogão Geoagroecológico é uma tecnologia que possui uma câmara de combustão que distribui e aproveita melhor o calor. Sendo assim, necessita de pouca lenha para obter aquecimento necessário e atender as demandas do processo de cozimento dos alimentos;
  • O princípio de funcionamento do fogão está no aproveitamento máximo do calor, obtido pela queima de lenha ou gravetos. Isso acontece, principalmente, pela retirada do contato do vento com o fogo, diminuindo assim, o desperdício de calor. O oxigênio que circula pela câmera de combustão provoca uma lenta queima da lenha. Assim um fino graveto passa mais tempo sendo queimado e todo o seu calor é aproveitado;
  • Segundo Kirk Smith, especialista em problemas de saúde por uso da lenha e do carvão mineral (Berkeley/EUA), estima-se que uma mulher que cozinha em fogões a lenha o dia inteiro, equivale a ter fumado dois maços de cigarro/dia;
  • A exposição à fumaça e fuligem da lenha mata mais gente do que a malária, e contribui para a incidência de enfisema, catarata, pneumonia, doenças cardiovasculares, bronquite e câncer de pulmão. É a 8ª causa de morte do mundo e a 4ª nos países em desenvolvimento (OMS);
  • Os Fogões Geoagroecológicos se apresentam como uma alternativa de redução de danos à saúde das populações pobres, pois tanto evitam o contato com a brasa e o fogo como dissipam toda a fumaça pela chaminé evitando assim, a sua inalação.

Clica nos vídeos abaixo e conheça mais sobre essa tecnologia social!

Mais Água no Âmbito do Plano Brasil Sem Miséria: Tecnologia Para Produção de Alimentos – Segunda Água

Convênio n° 248/2012 | SEDES/MDS (2012 – 2016)

O Projeto Mais Água teve por objetivo principal contribuir com a convivência sustentável com o Semiárido através da implantação de estruturas hídricas de captação, armazenamento e utilização de águas pluviais para a produção de alimentos; para a consolidação da segurança e da autonomia hídrica, alimentar e nutricional de famílias agricultoras dos municípios de Glória, Jeremoabo, Paulo Afonso, Rodelas e Santa Brígida (Arranjo 01); que com atividades e ações educativas participativas, provocasse agricultores e agricultoras a observarem os ciclos e as relações de coexistência nas Caatingas, contribuindo assim com a transmutação da ideia de infertilidade do Semiárido; e para iniciativas socioprodutivas que geram renda através da comercialização dos excedentes da produção nos mercados institucionais, diferenciados e privados, oportunizando a geração de renda e superação da pobreza.

Este projeto foi concluído em maio de 2016, e com apoio do Governo do Estado da Bahia, construiu 822 Tecnologias Sociais, sendo: 142 em Glória, 168 em Paulo Afonso, 102 em Rodelas, 211 em Jeremoabo e 199 em Santa Brígida.

Algumas considerações sobre o Projeto Mais Água:

  • Atuação 108 comunidades nos municípios Glória, Paulo Afonso e Rodelas (Território de Itaparica), Jeremoabo e Santa Brígida (Território Semiárido Nordeste II).
  • Inclusão de 1.043 famílias agricultoras, numa média de 4.172 pessoas beneficiárias das ações do projeto.
  • Implementação de 330 Barreiros Trincheira Familiares, com capacidade individual mínima/anual de 600.000 litros, somando no mínimo 198 milhões de litros, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica produtiva equivalente a 75 carros pipas/ano. Esta meta beneficia 61 comunidades.
  • Implementação de 24 Barreiros Trincheira Comunitários, com capacidade individual mínima/anual de 1.600.000 litros, que atenderão a um total aproximado de 240 famílias e somam mais de 38,4 milhões de litros armazenados, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica produtiva de pelo menos 20 carros pipas/ano. Esta meta beneficia 24 comunidades.
  • Limpeza em 54 Aguadas Comunitárias, com aumento da capacidade individual mínima/anual em 300.000 litros, atendendo a aproximadamente 270 famílias e somando mais de 16,2 milhões de litros armazenados, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica de pelo menos 7,5 carros pipas/ano. Esta meta beneficia 36 comunidades.
  • Construção de 305 Cisternas de Produção, com capacidade individual mínima/anual de 50.000 litros, somando no mínimo 15.250.000 de litros, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica produtiva equivalente a 6,25 carros pipas, ou 4.166 litros/mês. Esta meta beneficia 68 comunidades.
  • Implementação de 4 Tanques de Pedras, com capacidade individual mínima/anual de 500.000 litros, que atenderão a mais de 10 famílias cada um e somam mais de 2 milhões de litros armazenados, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica de pelo menos 12,5 carros pipas/ano. Esta meta beneficia 4 comunidades.
  • Implementação de 5 Barragens Subterrâneas, com capacidade individual mínima/anual de 10.000.000 litros. Atendendo-se mais de 5 famílias e somando mais de 50 milhões de litros armazenados no solo, o que possibilita a cada família beneficiária uma autonomia hídrica de pelo menos 250 carros pipas/ano, ou mais de 20,83 CTPs/mês. Esta meta beneficia 5 comunidades.
  • Desenvolvimento de 405 Quintais Produtivos Agroecológicos associados às Cisternas de Produção e aos Barreiros Trincheiras Familiares, para cultivo de plantas alimentares, condimentares, aromáticas e medicinais para segurança alimentar das famílias beneficiárias, além de forragens vivas para os criatórios. Esta meta beneficia 35 comunidades.
  • Realização de 54 capacitações práticas e 4 intercâmbios de experiências com as temáticas: Tipos e finalidades das tecnologias hídricas e complementares de convivência com o Semiárido; Uso eficiente da água da chuva para consumo humano, produção de alimentos e criação de animais; Cuidados com a água de consumo e de produção; Tecnologias associadas (canteiros Cama Baixa e Berço Fundo de Pote), práticas de produção e criatórios agroecológicos; Incentivo e valorização dos produtos da Biodiversidade; Sementes crioulas e banco de sementes; Cobertura vegetal e seca; Cuidados com o solo; Horticultura e cultivo de plantas e árvores nativas (frutíferas, condimentares, aromáticas, medicinais, ornamentais e forrageiras); Formas de irrigação ecológicas e econômicas (gotejamento e micro aspersor); Comercialização da produção excedente (acesso aos mercados local, diferenciado e institucional).

O Projeto Mais Água no Âmbito do Plano Brasil Sem Miséria: Tecnologias para Produção de Alimentos – Segunda Água foi concluído com 822 Tecnologias Sociais implantadas. Importante ressaltar que o projeto inicial previa a construção de 762 estruturas, mas pela eficiência, potencialização e bom uso dos recursos públicos aliados à capacidade técnica, foi possível construir mais 66 estruturas hídricas (Barreiros Trincheira Familiares).