ATER Sustentabilidade

Projeto de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Promoção da Sustentabilidade das Unidades Produtivas Familiares do Estado da Bahia

Nº CP. BA. 0000025-15 | Chamada Pública ATER SDR/BAHIATER Nº 001/2015

O Projeto ATER Sustentabilidade tem a finalidade de assessorar famílias/agroecossitemas, distribuídas em 6 municípios do Território de Identidade Itaparica/BA: Abaré, Chorrochó, Glória, Macururé, Paulo Afonso e Rodelas.

Entre os agroecossistemas estão agricultores e agricultoras familiares, povos indígenas, comunidades de fundo de pasto, pescadores artesanais, quilombolas, agroextrativistas e assentados da Reforma Agrária.

Os esforços do projeto são para incentivar e fortalecer os cultivos e criatórios agroecológicos ou em transição para este jeito de plantar e criar sustentavelmente, com base em relações socioambientais e de gênero.

Pretende-se assegurar, ainda que processualmente, a segurança alimentar e com os excedentes, os mercados diferenciados, institucionais e privados. Para tanto, o trabalho se efetiva em atividades individuais e coletivas, com diagnósticos e planejamento da unidade produtiva, visitas e oficinas de campo, intercâmbio entre as famílias agricultoras, capacitações, produção de materiais, fortalecimento das Organizações Socioprodutivas, bem como apoio para acesso às demais políticas públicas de fortalecimento da agricultura familiar.

É fundamental ficar em evidência que significativa parte das famílias atendidas são, prioritariamente, aquelas que a AGENDHA já desenvolve alguns trabalhos, dentre eles, o Projeto Mais Água (tecnologias sociais de captação e armazenamento de água – convivência com o Semiárido), como atividades que se complementam e contribuem decisivamente para a sustentabilidade no campo.

MAIS ÁGUA

Projeto Mais Água – Construção de Cisterna para Armazenamento de Água no Semiárido – Segunda Água

Contratos Nº 048/2014 e 049/2014 – Governo do Estado da Bahia/SDR/AGENDHA | Convênio MDS/SDR Nº 027/2013 – SESAN/SICONV Nº 796840/2013

O Projeto Mais Água tem como objetivo contribuir para a consolidação da segurança e da autonomia hídrica, alimentar e nutricional das famílias agricultoras e dos seus criatórios, através da construção e do desenvolvimento de estruturas hídricas diversificadas para captação, armazenamento e utilização sustentável da água pluvial; da realização de atividades de sensibilização e capacitação das famílias e do desenvolvimento de tecnologias sociais e práticas produtivas complementares, resultando em ações concretas para a vida sustentável no campo.

O projeto realiza formação e acompanhamento técnico para implantação das Tecnologias Sociais de Acesso a Água: Cisterna de Produção Calçadão (52 mil litros) e Barreiro Trincheira Familiar, para captar e reservar água de chuva para atender a demanda de água de uma família para a produção de alimentos e dessedentação animal, prioritariamente nas condições estabelecidas no Projeto de Referência instituído por meio da Instrução Operacional MDS nº 02/2013 e nº 04/2013.

Desenvolvimento de Quintais Produtivos e Serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) destinados a estruturação produtiva e articulação de políticas públicas para promoção da sustentabilidade das Unidades Produtivas Familiares (UPF).

Nos QUIPAS – Quintais Produtivos Agroecológicos são cultivadas fruteiras, hortas poupadoras de água com verduras e legumes, plantas medicinais, aromáticas e ornamentais. No entorno dos Barreiros Trincheiras são cultivadas forrageiras.

O primeiro Projeto Mais Água desenvolvido pela AGENDHA (concluído em maio de 2016) com apoio do Governo do Estado da Bahia, construiu 822 Tecnologias Sociais, sendo: 142 em Glória, 168 em Paulo Afonso, 102 em Rodelas, 211 em Jeremoabo e 199 em Santa Brígida.

O segundo Projeto, que ainda está em desenvolvimento, prevê:

  • Atuação 58 comunidades nos municípios Chorrochó, Glória, Paulo Afonso (Território de Itaparica), Jeremoabo e Santa Brígida (Território Semiárido Nordeste II).
  • Inclusão de 442 famílias agricultoras, numa média de 1.768 pessoas beneficiárias das ações do projeto.
  • Construção de 170 Barreiros Trincheiras Familiares (capacidade individual mínima/anual de 500.000 litros), somando no mínimo 85.000.000 de litros, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica produtiva equivalente a 62,5 carros pipas/ano.
  • Construção de 272 Cisternas de Produção tipo Calçadão (capacidade individual mínima/anual de 52.000 litros), somando no mínimo 14.144.000 de litros, possibilitando a cada família beneficiária uma autonomia hídrica produtiva equivalente a 6,5 carros pipas/ano.
  • Realização de 34 capacitações e 23 intercâmbios de experiências com as temáticas: Tipos e finalidades das tecnologias hídricas e complementares de convivência com o Semiárido; Uso eficiente da água da chuva para consumo humano, produção de alimentos e criação de animais; Cuidados com a água de consumo e de produção; Tecnologias associadas (canteiro Cama Baixa e Berço Fundo de Pote), práticas de produção e criatórios agroecológicos; Incentivo e valorização dos produtos da Biodiversidade; Sementes crioulas e banco de sementes; Cobertura vegetal e seca; Cuidados com o solo; Horticultura e cultivo de plantas e árvores nativas (frutíferas, condimentares, aromáticas, medicinais, ornamentais e forrageiras); Formas de irrigação ecológicas e econômicas (gotejamento e micro aspersor); Comercialização da produção excedente (acesso aos mercados local, diferenciado e institucional).

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Fogões Geoagroecológicos

Projeto Fogões Geoagroecológicos: -Lenha  -CO2  +H2O  +O  +Vida

Nº do projeto: AC FSA CAIXA Nº 0074.066/2012.caatinga

O Fogão Geoagroecológico é uma tecnologia social desenvolvida para melhorar a saúde das mulheres, de suas famílias e do meio ambiente, pois reduz a produção e retira toda fumaça e fuligem das cozinhas. São construídos apenas com pedras e argila, areia e água para a produção dos tijolos compactos. Na preparação de alimentos utiliza apenas resíduos vegetais e restos dos cultivos agrícolas e florestais, para evitar desmatamentos e recuperar áreas degradadas. A utilização destes fogões é associada ao manejo Socioambiental Sustentável da Biomassa Vegetal Peridomiciliar e da Sociobiodiversidade.

Tem por objetivo beneficiar pelo menos famílias mais vulneráveis de Comunidades de PCTAFs de 12 municípios da Mesorregião de Xingó.

Outras informações sobre os Fogões Geoagroecológicos:

  • 40% da população mundial cozinha com lenha, a grande maioria em fogões muito rústicos;
  • Na área de estudo e atuação da AGENDHA, em geral as mulheres, além das suas múltiplas atividades familiares e comunitárias, ainda têm que andar entre e10 km para coletar e/ou cortar e carregar de 20 a 30 kg de lenha, pelo menos 2 vezes por semana, gastando nesta penosa atividade aproximadamente 3 horas a cada vez;
  • O Fogão Geoagroecológico é uma tecnologia que possui uma câmara de combustão que distribui e aproveita melhor o calor. Sendo assim, necessita de pouca lenha para obter aquecimento necessário e atender as demandas do processo de cozimento dos alimentos;
  • O princípio de funcionamento do fogão está no aproveitamento máximo do calor, obtido pela queima de lenha ou gravetos. Isso acontece, principalmente, pela retirada do contato do vento com o fogo, diminuindo assim, o desperdício de calor. O oxigênio que circula pela câmera de combustão provoca uma lenta queima da lenha. Assim um fino graveto passa mais tempo sendo queimado e todo o seu calor é aproveitado;
  • Segundo Kirk Smith, especialista em problemas de saúde por uso da lenha e do carvão mineral (Berkeley/EUA), estima-se que uma mulher que cozinha em fogões a lenha o dia inteiro, equivale a ter fumado dois maços de cigarro/dia;
  • A exposição à fumaça e fuligem da lenha mata mais gente do que a malária, e contribui para a incidência de enfisema, catarata, pneumonia, doenças cardiovasculares, bronquite e câncer de pulmão. É a 8ª causa de morte do mundo e a 4ª nos países em desenvolvimento (OMS);
  • Os Fogões Geoagroecológicos se apresentam como uma alternativa de redução de danos à saúde das populações pobres, pois tanto evitam o contato com a brasa e o fogo como dissipam toda a fumaça pela chaminé evitando assim, a sua inalação.

Clica nos vídeos abaixo e conheça mais sobre essa tecnologia social!